sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Até quando

Até quando você vai se olhar no espelho e fingir que não vê? Até quando vai sorrir e engolir o choro que se desespera para sair de dentro de você? Até quando vai falar que está ótima, e que está em plenas condições de ouvir e aconselhar? Até quando vai ignorar o passado, sacudindo a cabeça toda hora que ele vem te lembrar de como vocês costumavam ser felizes? Até quando vai procurar razões para tudo o que aconteceu, e razões para como não se importa mais com isso? Até quando vai dizer que não está bem, que não aguentou o choro, por causa da tpm, que parece vir numa frequência de dia sim-dia não ?
Vai continuar sorrindo e engolindo? Continuar ouvindo e aconselhando? Continuar sentindo e negando? Continuar cobrando e se conformando?
Pretende continuar fingindo que está tudo bem, transferindo todas as suas emoções para uma pessoa, e descontando nela? Pretende continuar a fechar tudo que sente em uma caixinha bem no fundo do seu coração e fingir que ela não está lá?
Continuar como se fosse uma bexiga, que a cada hora ficar mais cheia. E, jajá, vai explodir em mil pedacinhos que nunca mais serão os mesmos.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Era uma vez

Era uma vez uma garota que acreditava no amor. Uma garota que acreditava que seria feliz pra sempre. Acreditava que encontraria, algum dia, alguém que a amasse e a colocasse em primeiro lugar.

Era uma vez uma garota que fazia tudo isso. Uma garota que se entregava, que sempre dava tudo de si para os outros, e ao contrário do ensinado, sempre esperava alguma coisa de volta.

Era uma vez uma garota que sonhava. Uma garota que construia planos para o resto da vida. Uma garota que os via acabar no momento seguinte.

Era uma vez uma garota insegura. Uma garota praticamente sem auto estima. Aquela sempre conhecida como chorona, intensa ou dramática.

Era uma vez uma garota que depositava todas as esperanças em amores e amigos. Que idealizava. Queria ser primeiro plano. Uma garota carente.

Era uma vez uma garota que cansou. Uma garota que sofreu demais, que chorou demais, que quis demais. Uma garota que, agora, já não acredita mais.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Engole

A sinceridade é como uma rua de duas mãos: útil, mas perigosa. E talvez depois de todos esses anos eu tenha aprendido que, às vezes, ela não traz muitos benefícios. Pelo contrário.
Ser sincera consigo mesmo é essencial. Mas não é obrigação de ninguém engolir esse sentimento estranho e egoísta que é só teu.
É só seu, engole. Ninguém tem nada a ver com isso. O sentimento é seu, o problema é seu. Assim como o ciúme.
Ninguém tem que lidar com ele além de você. Ele é seu, se vira.
Não é você quem tem? Então aguenta.
E aprende a guardas as coisas só pra você. As suas coisas são suas.
Engole.


''I've tried so hard to tell myself that you're gone. But though you're still with me, I've been alone all along. ''
O passado faz parte da nossa vida. Talvez sempre fará.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Talvez seja sempre assim. A gente ama, sofre, chora... e recomeça.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

''Celular
Quando olhei para o celular para a trigésima vez naquele dia, senti vergonha. Eram três horas da tarde e eu parecia uma dessas idiotas que ficam olhando o celular de cinco em cinco segundos. Eu parecia uma dessas idiotas que ficam nervosas cada vez que o telefone toca achando que poderia ser. Mas nunca é. E eu senti uma puta vergonha disso. Não é assim. Não sou assim. Não era assim. Olho o celular e eu entendo. Não é amor, não é paixonite aguda, não é qualquer-coisa-idiota à primeira vista. É só esse vazio gigantesco que bate de vez em quando e faz o nível de carência aumentar significativamente. É essa falta que dá uma pontada na barriga e faz eu ficar pensando em alguém antes de dormir. Não é amor, não se sinta assim tão honrado e orgulhoso. Não se ache tanto. Porque não é amor e nem nada do tipo. É só vazio. É só falta. É só carência. É só essa manina boba e chata de ficar imaginando como poderia ter sido uma história de amor. É só essa mania de hollywoodizar tudo. De ver conto de fadas em tudo. É só essa mania de esperar algum era um vez alguma coisa. Sem essa de achar que eu te amo. É só a saudade de ter alguém que dá de vez em quando. Mas a parte de mim que olha o celular pela trigésima quinta vez, acha que ele podia ligar. Que ele podia aproveitar o momento. Aproveitar a carência. Aproveitar o vazio. Ele podia tentar preencher essas lacunas que tão aqui. A oportunidade tá aí, não tá vendo? Olha que chance de ouro. Meu coração vaziozinho pra você, é só você querer entrar. É só ligar. É só fazer de tudo para me conquistar, mas sem parecer apaixonado demais que é pra eu não enjoar. Pra eu não achar que tá fácil demais. Ele podia. Aí o dia acaba, as horas passam e eu já olhei o celular mais do que meu orgulho permite. Uma hora ele vai ligar. É sempre assim. Uma hora. Quando eu desencanar, quando eu parar de olhar o celular de cinco em cinco segundos. Ele vai ligar. E vai querer alguma coisa. É sempre assim. Quando eu esquecer, ele vai ligar. Resta saber se o celular já não tocou. Se não era outro alguém. E, o que mais ferra tudo, se eu já não atendi. É sempre assim. Simples assim…. ''

Karine Rosa

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Menos da metade

As mudanças são traiçoeiras.
Necessárias, admito, mas nem sempre boas. E eu nunca soube lidar com elas muito bem. Sempre fui acomodada, aprendia a ter uma rotina, aquelas pessoas, aquelas mesmas situações e os mesmos lugares para ir, e tudo certo.
Aí de repente elas acontecem. As mudanças.Balançam tudo e trazem a sensação de fim do mundo. Sempre sobrevivo, admito, mas não sem uma boa pitada de drama e choro. Afinal, sempre fui assim. Tão intensa que meus sentimentos nunca cabem nas situações.
E, exatamente por tamanha intensidade, sempre viro a dramática, chorona, atriz de novela mexicana e tudo mais. E cismam em não entender meu jeito intenso de ser. Minha forma de sempre esperar mais do que podem dar, sempre achar que algo bem melhor vai acontecer, sempre acreditar no melhor.
Assim mesmo que vivo, dando tudo de mim e esperando tudo dos outros, sempre. Não sei ser de outro jeito. Não sei dar e não esperar nada em troca, por mais que devesse. Não sei engolir choro. Não sei como não me chatear.
Não sei como ser menos humana, não sei como ser menos eu.
E assim tento sempre me diminuir, tira metade daqui, tira metade dali, e talvez eu caiba em algum lugar. E nunca coube. E ainda sou intensa demais, chorona demais, dramática demais. E não sei lidar com mudanças. Não sei como é não ser tudo para alguém.
Mas, talvez, entre tantas metades eu me faça inteira algum dia.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Para sempre

Essa não é uma carta de despedida. É, no máximo, uma carta de até logo.
Uma carta de boa sorte. De eu te amo. De não me esqueça.
É uma carta pra pedir que volte inteiro, que não faça besteiras. É pra tentar mostrar aqui o quanto é especial para mim.
Dizem que cada fim representa um novo começo. Mas estão errados, pois não foi preciso um fim para ter um novo começo. Não aqui.
Não pra gente. Nada acabou. Mas vai começar. Essa nova etapa na sua vida (e na minha) espero que você aproveite tudo, traga experiências, histórias e um coração cheio de saudade.
Do que vale ir se não temos para onde voltar?
E você tem. Você vai. Vai começar tudo de novo lá longe. Mas o seu lugar no meu coração vai continuar guardado. É seu, ninguém tira.
E quando você voltar, esse coração aqui vai estar esperando aquele abraço, aquele beijo, que são só seus.
Esse coração que ama e espera.
Por você, pra sempre, meu amigo.
Boa viagem.
Eu te amo.
Até logo.

domingo, 5 de setembro de 2010

Você tirou pedacinhos de mim.

Aos poucos, a cada dia, confome ia me ganhando, foi tirando pedacinhos. Pegou pra você, levou embora.

Alguns tão pequenos que nem me dei conta.

Mas quando foi embora levou com você todos os meus pedacinhos, e eu fiquei pela metade. E as pessoas nem enxergam que eu sem você sou uma metade. Ando na rua se

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

'' Eu não faço questão de ser tudo... ''

Você me ama. Eu sei, é fato. Também sei que esse eu jeito grosseiro nasceu com você, e sempre será assim. Sei que sempre me protege, que toda santa vez que dá uma bronca quer o meu bem, sei que torce por mim e nunca me nega nada.
Sei que sempre fomos muito parecidos, sempre adorei passar tempo com você, ir ao supermercado era uma alegria, pois você sempre me deixa comprar tudo que quero.
Sei que as melhores piadas são suas. Sei que sempre me faz rir. Sei que sempre me leva, me busca.
Mas também sei que não sou como você. E sei que você sabe. E sei que gostaria que eu fosse. Sei que você faz tudo que faz porque me ama, porque quer meu sucesso. Mas sei que o fato de eu não ser como você fala mais alto.
Sei que às vezes gosta das minhas atitudes, às vezes erro feio. Mas nunca te orgulho. Nunca sou motivo de deixá-lo em pleno estado de satisfação.
Não te falta amor por mim, te falta fé. Esperança. Te falta parar de sempre esperar o pior de mim, as piores notas, as piores intenções, os piores lugares para sair, os piores namorados.
Te falta acreditar que eu consigo. Que eu sou capaz.
É difícil até pra mim acreditar nisso. Mas você deveria.
Deveria porque precisamos de alguém que acredite em nós quando não acreditamos, alguém que nos empurre para frente quando cismamos em ficar parados, alguém que diga que somos capazes, alguém que acredite. Alguém que tenha fé.
Então te peço, por favor, se não houver nada de bom que possa ser falado, nenhuma palavra de apoio, de amor, de carinho... Não fale nada.
Pois o seu silêncio machuca bem menos que as suas palavras.



"Pai, eu não faço questão de ser tudo, só não quero e não vou ficar mudo pra falar de amor pra você. ''

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Algumas dores são grandes demais para serem vividas. São grandes demais para serem faladas. São grande demais para serem notadas.
Sabe porque? Porque essas dores, as grandes, escondemos. Maquiamos. Fingimos que ela nem está lá. Nem olhamos.
Existem dores que não cabem em palavras. Que não cabem nem em atitudes. São aquelas dores eternamente internas. Aquelas que nem contamos a nós mesmos, quanto mais aos outros.
Ah, os outros... Existem aqueles 'outros' que conseguem ver essas dores. São poucos. Costumo chamar de amigos.

Tudo nada bem

Ela não queria tudo bem. Não queria ter que colocar aquele sorriso no rosto e dizer que está bem. Ela não queria ter que engolir o nó na garganta e fechar os olhos quando as lágrimas quase caíam.
Ela queria poder dizer estava tudo péssimo, que tudo doía. Não da mesma forma de antes, aquela dor de saber o que dói e porque dói. Aquela dor de não ter. Aquela dor da falta.
Ela não queria o fim do mundo, nem desistir da vida. Ela queria aquele abraço com gostinho de amor. Aqueles carinhos com gostinho de eu te amo. Aquelas palavras com gostinho de você não está sozinha.
Ela não queria ter que olhar e sorrir. Disfarçar. Queria dizer, gritar, berrar. Porque parece que se não for dessa maneira, essa dorzinha aguda que sente no coração nunca ia ser percebida por ninguém.
Pois ninguém mais a conhecia além do sorriso e tudo bem.
Aquela dor, no fundo do coração, ela não queria ter que sentir sozinha.



"(...) Fazem parecer crime, mas ela não queria chorar anos ou se matar. Ela só queria poder se permitir ficar triste um pouquinho e tirar o sorriso do rosto e parar de dar altas gargalhas. E contar para qualquer um que à noite doía mais do que qualquer outra coisa. E abraçar alguém que fosse se importar de verdade. E ter alguém que saberia o que ela estava sentindo sem que ela precisasse explicar um livro inteiro. Ela só queria se permitir sentir enquanto fosse durar. Não tudo bem. Chega de tudo bem (...) "
Karine Rosa