sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Até quando

Até quando você vai se olhar no espelho e fingir que não vê? Até quando vai sorrir e engolir o choro que se desespera para sair de dentro de você? Até quando vai falar que está ótima, e que está em plenas condições de ouvir e aconselhar? Até quando vai ignorar o passado, sacudindo a cabeça toda hora que ele vem te lembrar de como vocês costumavam ser felizes? Até quando vai procurar razões para tudo o que aconteceu, e razões para como não se importa mais com isso? Até quando vai dizer que não está bem, que não aguentou o choro, por causa da tpm, que parece vir numa frequência de dia sim-dia não ?
Vai continuar sorrindo e engolindo? Continuar ouvindo e aconselhando? Continuar sentindo e negando? Continuar cobrando e se conformando?
Pretende continuar fingindo que está tudo bem, transferindo todas as suas emoções para uma pessoa, e descontando nela? Pretende continuar a fechar tudo que sente em uma caixinha bem no fundo do seu coração e fingir que ela não está lá?
Continuar como se fosse uma bexiga, que a cada hora ficar mais cheia. E, jajá, vai explodir em mil pedacinhos que nunca mais serão os mesmos.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Era uma vez

Era uma vez uma garota que acreditava no amor. Uma garota que acreditava que seria feliz pra sempre. Acreditava que encontraria, algum dia, alguém que a amasse e a colocasse em primeiro lugar.

Era uma vez uma garota que fazia tudo isso. Uma garota que se entregava, que sempre dava tudo de si para os outros, e ao contrário do ensinado, sempre esperava alguma coisa de volta.

Era uma vez uma garota que sonhava. Uma garota que construia planos para o resto da vida. Uma garota que os via acabar no momento seguinte.

Era uma vez uma garota insegura. Uma garota praticamente sem auto estima. Aquela sempre conhecida como chorona, intensa ou dramática.

Era uma vez uma garota que depositava todas as esperanças em amores e amigos. Que idealizava. Queria ser primeiro plano. Uma garota carente.

Era uma vez uma garota que cansou. Uma garota que sofreu demais, que chorou demais, que quis demais. Uma garota que, agora, já não acredita mais.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Engole

A sinceridade é como uma rua de duas mãos: útil, mas perigosa. E talvez depois de todos esses anos eu tenha aprendido que, às vezes, ela não traz muitos benefícios. Pelo contrário.
Ser sincera consigo mesmo é essencial. Mas não é obrigação de ninguém engolir esse sentimento estranho e egoísta que é só teu.
É só seu, engole. Ninguém tem nada a ver com isso. O sentimento é seu, o problema é seu. Assim como o ciúme.
Ninguém tem que lidar com ele além de você. Ele é seu, se vira.
Não é você quem tem? Então aguenta.
E aprende a guardas as coisas só pra você. As suas coisas são suas.
Engole.


''I've tried so hard to tell myself that you're gone. But though you're still with me, I've been alone all along. ''
O passado faz parte da nossa vida. Talvez sempre fará.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Talvez seja sempre assim. A gente ama, sofre, chora... e recomeça.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

''Celular
Quando olhei para o celular para a trigésima vez naquele dia, senti vergonha. Eram três horas da tarde e eu parecia uma dessas idiotas que ficam olhando o celular de cinco em cinco segundos. Eu parecia uma dessas idiotas que ficam nervosas cada vez que o telefone toca achando que poderia ser. Mas nunca é. E eu senti uma puta vergonha disso. Não é assim. Não sou assim. Não era assim. Olho o celular e eu entendo. Não é amor, não é paixonite aguda, não é qualquer-coisa-idiota à primeira vista. É só esse vazio gigantesco que bate de vez em quando e faz o nível de carência aumentar significativamente. É essa falta que dá uma pontada na barriga e faz eu ficar pensando em alguém antes de dormir. Não é amor, não se sinta assim tão honrado e orgulhoso. Não se ache tanto. Porque não é amor e nem nada do tipo. É só vazio. É só falta. É só carência. É só essa manina boba e chata de ficar imaginando como poderia ter sido uma história de amor. É só essa mania de hollywoodizar tudo. De ver conto de fadas em tudo. É só essa mania de esperar algum era um vez alguma coisa. Sem essa de achar que eu te amo. É só a saudade de ter alguém que dá de vez em quando. Mas a parte de mim que olha o celular pela trigésima quinta vez, acha que ele podia ligar. Que ele podia aproveitar o momento. Aproveitar a carência. Aproveitar o vazio. Ele podia tentar preencher essas lacunas que tão aqui. A oportunidade tá aí, não tá vendo? Olha que chance de ouro. Meu coração vaziozinho pra você, é só você querer entrar. É só ligar. É só fazer de tudo para me conquistar, mas sem parecer apaixonado demais que é pra eu não enjoar. Pra eu não achar que tá fácil demais. Ele podia. Aí o dia acaba, as horas passam e eu já olhei o celular mais do que meu orgulho permite. Uma hora ele vai ligar. É sempre assim. Uma hora. Quando eu desencanar, quando eu parar de olhar o celular de cinco em cinco segundos. Ele vai ligar. E vai querer alguma coisa. É sempre assim. Quando eu esquecer, ele vai ligar. Resta saber se o celular já não tocou. Se não era outro alguém. E, o que mais ferra tudo, se eu já não atendi. É sempre assim. Simples assim…. ''

Karine Rosa

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Menos da metade

As mudanças são traiçoeiras.
Necessárias, admito, mas nem sempre boas. E eu nunca soube lidar com elas muito bem. Sempre fui acomodada, aprendia a ter uma rotina, aquelas pessoas, aquelas mesmas situações e os mesmos lugares para ir, e tudo certo.
Aí de repente elas acontecem. As mudanças.Balançam tudo e trazem a sensação de fim do mundo. Sempre sobrevivo, admito, mas não sem uma boa pitada de drama e choro. Afinal, sempre fui assim. Tão intensa que meus sentimentos nunca cabem nas situações.
E, exatamente por tamanha intensidade, sempre viro a dramática, chorona, atriz de novela mexicana e tudo mais. E cismam em não entender meu jeito intenso de ser. Minha forma de sempre esperar mais do que podem dar, sempre achar que algo bem melhor vai acontecer, sempre acreditar no melhor.
Assim mesmo que vivo, dando tudo de mim e esperando tudo dos outros, sempre. Não sei ser de outro jeito. Não sei dar e não esperar nada em troca, por mais que devesse. Não sei engolir choro. Não sei como não me chatear.
Não sei como ser menos humana, não sei como ser menos eu.
E assim tento sempre me diminuir, tira metade daqui, tira metade dali, e talvez eu caiba em algum lugar. E nunca coube. E ainda sou intensa demais, chorona demais, dramática demais. E não sei lidar com mudanças. Não sei como é não ser tudo para alguém.
Mas, talvez, entre tantas metades eu me faça inteira algum dia.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Para sempre

Essa não é uma carta de despedida. É, no máximo, uma carta de até logo.
Uma carta de boa sorte. De eu te amo. De não me esqueça.
É uma carta pra pedir que volte inteiro, que não faça besteiras. É pra tentar mostrar aqui o quanto é especial para mim.
Dizem que cada fim representa um novo começo. Mas estão errados, pois não foi preciso um fim para ter um novo começo. Não aqui.
Não pra gente. Nada acabou. Mas vai começar. Essa nova etapa na sua vida (e na minha) espero que você aproveite tudo, traga experiências, histórias e um coração cheio de saudade.
Do que vale ir se não temos para onde voltar?
E você tem. Você vai. Vai começar tudo de novo lá longe. Mas o seu lugar no meu coração vai continuar guardado. É seu, ninguém tira.
E quando você voltar, esse coração aqui vai estar esperando aquele abraço, aquele beijo, que são só seus.
Esse coração que ama e espera.
Por você, pra sempre, meu amigo.
Boa viagem.
Eu te amo.
Até logo.

domingo, 5 de setembro de 2010

Você tirou pedacinhos de mim.

Aos poucos, a cada dia, confome ia me ganhando, foi tirando pedacinhos. Pegou pra você, levou embora.

Alguns tão pequenos que nem me dei conta.

Mas quando foi embora levou com você todos os meus pedacinhos, e eu fiquei pela metade. E as pessoas nem enxergam que eu sem você sou uma metade. Ando na rua se

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

'' Eu não faço questão de ser tudo... ''

Você me ama. Eu sei, é fato. Também sei que esse eu jeito grosseiro nasceu com você, e sempre será assim. Sei que sempre me protege, que toda santa vez que dá uma bronca quer o meu bem, sei que torce por mim e nunca me nega nada.
Sei que sempre fomos muito parecidos, sempre adorei passar tempo com você, ir ao supermercado era uma alegria, pois você sempre me deixa comprar tudo que quero.
Sei que as melhores piadas são suas. Sei que sempre me faz rir. Sei que sempre me leva, me busca.
Mas também sei que não sou como você. E sei que você sabe. E sei que gostaria que eu fosse. Sei que você faz tudo que faz porque me ama, porque quer meu sucesso. Mas sei que o fato de eu não ser como você fala mais alto.
Sei que às vezes gosta das minhas atitudes, às vezes erro feio. Mas nunca te orgulho. Nunca sou motivo de deixá-lo em pleno estado de satisfação.
Não te falta amor por mim, te falta fé. Esperança. Te falta parar de sempre esperar o pior de mim, as piores notas, as piores intenções, os piores lugares para sair, os piores namorados.
Te falta acreditar que eu consigo. Que eu sou capaz.
É difícil até pra mim acreditar nisso. Mas você deveria.
Deveria porque precisamos de alguém que acredite em nós quando não acreditamos, alguém que nos empurre para frente quando cismamos em ficar parados, alguém que diga que somos capazes, alguém que acredite. Alguém que tenha fé.
Então te peço, por favor, se não houver nada de bom que possa ser falado, nenhuma palavra de apoio, de amor, de carinho... Não fale nada.
Pois o seu silêncio machuca bem menos que as suas palavras.



"Pai, eu não faço questão de ser tudo, só não quero e não vou ficar mudo pra falar de amor pra você. ''

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Algumas dores são grandes demais para serem vividas. São grandes demais para serem faladas. São grande demais para serem notadas.
Sabe porque? Porque essas dores, as grandes, escondemos. Maquiamos. Fingimos que ela nem está lá. Nem olhamos.
Existem dores que não cabem em palavras. Que não cabem nem em atitudes. São aquelas dores eternamente internas. Aquelas que nem contamos a nós mesmos, quanto mais aos outros.
Ah, os outros... Existem aqueles 'outros' que conseguem ver essas dores. São poucos. Costumo chamar de amigos.

Tudo nada bem

Ela não queria tudo bem. Não queria ter que colocar aquele sorriso no rosto e dizer que está bem. Ela não queria ter que engolir o nó na garganta e fechar os olhos quando as lágrimas quase caíam.
Ela queria poder dizer estava tudo péssimo, que tudo doía. Não da mesma forma de antes, aquela dor de saber o que dói e porque dói. Aquela dor de não ter. Aquela dor da falta.
Ela não queria o fim do mundo, nem desistir da vida. Ela queria aquele abraço com gostinho de amor. Aqueles carinhos com gostinho de eu te amo. Aquelas palavras com gostinho de você não está sozinha.
Ela não queria ter que olhar e sorrir. Disfarçar. Queria dizer, gritar, berrar. Porque parece que se não for dessa maneira, essa dorzinha aguda que sente no coração nunca ia ser percebida por ninguém.
Pois ninguém mais a conhecia além do sorriso e tudo bem.
Aquela dor, no fundo do coração, ela não queria ter que sentir sozinha.



"(...) Fazem parecer crime, mas ela não queria chorar anos ou se matar. Ela só queria poder se permitir ficar triste um pouquinho e tirar o sorriso do rosto e parar de dar altas gargalhas. E contar para qualquer um que à noite doía mais do que qualquer outra coisa. E abraçar alguém que fosse se importar de verdade. E ter alguém que saberia o que ela estava sentindo sem que ela precisasse explicar um livro inteiro. Ela só queria se permitir sentir enquanto fosse durar. Não tudo bem. Chega de tudo bem (...) "
Karine Rosa

sábado, 28 de agosto de 2010

Querido amor,

Há tempos quero demonstrar minha insatisfação por você.
Todas as suas promessas não cumpridas, todas as noites em claro, todas as lágrimas derramadas e todo o tempo que não volta.
Há tempos quero dizer como você não me satisfaz. Como me decepciona. Como me faz sentir que é melhor viver sem você.
Há tempos desejo parar de te querer. Parar de esperar.
Há tempos questiono suas várias maneiras de me aparecer. As suas várias intensidades. De amor, amizade, coleguismo.
E há tempos me decepciona.
Há tanto tempo, que nem me lembro mais, gostaria de poder mandá-lo embora, para bem longe da minha vida, para algum lugar em que não possa me machucar, em que não tenha controle sobre mim. Em um lugar distante, no qual não possa me decepcionar.
Para algum lugar em que eu não pense: É você, dessa vez não vou me frustrar.
E realmente não me frustrar.
Há tempos você vem me deixando na mão. Em suas variadas formas, é sempre muito de mim e pouco de você.
E hoje... Bem, hoje não foi diferente.

...

Gostaria de poder escrever aqui como me sinto feliz agora. Gostaria também de poder escrever tudo que sinto como sempre faço.
Mas não estou feliz, e os sentimentos em mim agora são tão confusos que não consigo decifrá-los.
Sempre fui dona da verdade, andei com a cabeça erguida defendendo o que acredito como se não houvesse a mínima possibilidade de eu estar errada, e será que agora vou ter que engolir minhas crenças e admitir que estive errada?
Talvez seja necessário essas situações extremas para sabermos quando acertamos ou erramos.
Então,
Ne desculpe por ter defendido coisas em que não acredito mais.
Me desculpe por estar cobrando o que eu daria, mas que não é recíproco.
Me desculpe por me chatear por não conseguir aceitar como somos diferentes.
Me desculpe por ter essa necessidade enorme de não conseguir ficar sozinha.
E sinto muito por não ter ninguém que possa ficar comigo agora.
Sinto muito mesmo, por ter comprovado hoje que o pior sentimento que se possa ter é o da solidão.

'I'm alone, on my own... '

domingo, 22 de agosto de 2010

Carência

Resolvi procurar no dicionário o significado da palavra 'carência' para saber se é isso mesmo que estou sentindo. De acordo com o dicionário:
'Significado de Carência s.f. Falta, necessidade, privação.'
Falta de você... Não necessariamente você, como pessoa. Falta de você e eu. Falta de nós. Falta daquilo tudo que vivíamos que parecia tão concreto para mim.
Necessidade, quase que a mesma coisa da falta. É de você também. Mais do que de você, necessidade de ter aqueles momento que tínhamos, de ter alguém para segurar a mão, alguém que faça seu coração bater tão forte que quase sai do peito.
Privação. É nesse aí que empaco. Mas se pensar bem, é a mesma coisa que a falta e a necessidade. Privação de tudo aquilo dito antes. Privação de amor, de namoro, de amizade, daquele sentimento simples e puro como se apenas eu e você de mãos dadas fosse suficiente para fazer o mundo parar. Privação da felicidade.
É, dentre várias outras coisas que sinto, talvez a carência se encaixe em algumas delas.
Mas apenas algumas, porque todo o resto que sinto, ainda não sei dizer o que é.

sábado, 21 de agosto de 2010

Bem longe de mim

Eu gostaria de poder dizer que, pra mim, você é um nada. Um zero à esquerda. Alguém que não importa e nunca importou. Que simplesmente brotou na família, não sei da onde, nem porque, mas que de você sinto apenas pena.
Gostaria de poder dizer que não sinto raiva, que não te desejo mal... Pelo contrário, que espero que dê a volta em todos seus problemas e firme sua vida.
Ah, como eu gostaria.
Infelizmente, não dá. E questiono até o infelizmente dessa frase. Sim , você sempre foi aquele parente distante, que fazia as idiotices, incomodava todo mundo, só enchia o saco. De tio, não tem nada. Nunca teve.
E houve, sim, aquela época em que eu até gostava um poquinho de você. Mas meu respeito por você acabou no minuto em que cresci, e vi quem você é.
E agora, o que posso dizer que desejo, é distância. É que você fique longe, bem longe, com a sua vidinha medíocre, sua personalidade inexistente, e sua mania de se fazer de vítima e culpar ao mundo pelo seu fracasso.
Talvez, com o tempo, eu amadureça mais e sinta só pena de você, talvez algum dia você seja insignificante para mim. Mas agora não é.
O nome do sentimento que eu tenho por você é repulsa.
Você não é, não foi e nunca será algo que se aproxime do significado que a palavra família tem pra mim.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A maior ofensa

Venho pensando em uma maneira de te escrever a minha indignação. A minha decepção. Penso, penso, penso, relembro, penso mais, relembro. E nada.
Nada me vem a cabeça. Nada que seja a altura do que você fez, do que me fez sentir. Nada expressa toda a repulsa que sinto agora.
E eu, que sempre sei me expressar, sempre acabo com você nas discussões, tentando achar um modo de te magoar, de te pesar a consciência, de te fazer pensar.
Finalmente achei.
Não escrever. Eu, que sempre escrevo sobre as coisas que ME IMPORTAM, não vou escrever um texto enorme sobre confiança e chateação pra você.
Taí a minha ofensa. Não escrever.
Sinta-se muito, mas muito, ofendido por mim.

Vinvendo e... ?

Quando somos crianças, nos ensinam que não podemos correr com a tesoura na mão. Que quem brinca com fogo faz xixi na cama. Que não podemos bater no coleguinha. Que não podemos colocar a mão suja na boca.
Quando crescemos, nos ensinam a não compartilhar sentimentos, pois assim evitamos sofrimento. Aprendemos que não sabemos até onde o outro pode chegar para conseguir o que quer. Nos ensinam que só podemos ajudar quem quer ser ajudado.
Tudo isso parece tão simples quanto aprender que não se faz uma dissertação em primeira pessoa.
Mas não é suficiente. Tem vez que simplesmente não é suficiente.
Precisamos bricar com fogo, correr com a tesoura, compartilhar sentimentos, tentar ajudar quem não quer, escrever uma dissertação em primeira pessoa.
Porque, às vezes, queremos ver até onde o que nos ensinaram está certo. Queremos ver até onde somos capaz de mudar o mundo. De mudar o outro.
E, as pessoas como eu, sempre querem ir além. Dar uma de Madre Teresa e arrancar o sofrimento alheio com as próprias mãos.
E aquela vozinha dentro da cabeça gritando para não cometermos o mesmo erro de novo. E de novo.
Até ensinamos que podemos nos doar até certo ponto. Que depois disso só machuca. E sabemos disso.
Mas cismo em me doar, e quando dói, me doar um pouco mais.
Se até hoje gosto de brincar com fogo, imagino que nunca saberei a hora de parar.
Mesmo sabendo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

'E há o carma...
Ela vai lhe dar tudo o que de mais bonito tem em si. Tudo aquilo que ela guardou durante os anos que esperou um grande amor. Ela vai lhe fazer cafuné no final da tarde, enquanto vocês ficam em silêncio assistindo a qualquer merda na televisão. Quando você estiver cansado, ela vai ficar quieta mesmo tendo trezentas mil coisas que queria lhe contar. Quando ela estiver de tpm, ela vai te irritar mais do que você conseguia imaginar que alguém pudesse fazer. Ela vai ser cruel de vez em quando, porque ela acha que tem o direito de fazer quem ela mais ama sofrer quando ela não está bem. Ela vai planejar um futuro com você e contar para todas as suas amigas o quanto você a ama. E aí um dia você vai cansar de todo o teatrinho, vai cansar da tpm dela, vai cansar de desfilar com uma aliança no dedo, vai cansar de ver todos os seus amigos solteiros e você com uma coleira. Um dia você vai cansar de fingir que a ama. E você vai machucá-la como ela jamais imaginou que alguém pudesse fazer.
Você vai curtir muito sua solteirice. Vai pegar todas as garotas na balada. Vai beber horrores. Vai chegar a hora que quiser em casa. Não vai ter que atender telefonemas chatos. Não vai ter que dizer "eu também" quando ela disser que te ama. Aí um dia você vai ficar olhando para o seu celular esperando que ela resolva te ligar. Vai sentir falta do cafuné no meio da tarde. Vai sentir falta de como ela te entendia. Um dia você vai sentir falta do som da risada que ela dava quando você fazia cócegas nela. E vai sentir falta das trezentas mil coisas que ela queria lhe contar. Você vai sentir falta de como ela dizia para todas as amigas que você a amava. E aí você vai descobrir o que ela já sabia há muito tempo: você a ama. Ela já sabia. Que aí, por trás do jeito marmanjão, por trás do jeito "não me importo", ela sabia. Mas você não quis ver. E ela cansou de tentar mostrar.
Você vai ligar pra ela. Ela não vai atender. Você vai achar que ela está te evitando porque ainda te ama e não quer mais sofrer. Você vai até a casa dela. Ela está na porta. Tem outro cara lá. Ela está se despedindo dele. Ela está beijando ele. Vai doer em você. E aí você vai descobrir o que ela também já sabia há muito tempo: tudo o que vai, volta em dobro. E se você fizer alguém sofrer, um dia você vai sofrer mais ainda. '

Karine Rosa

domingo, 15 de agosto de 2010

Aquele amor, aquele sofrimento

Talvez eu esteja sendo criança, talves esteja sendo injusta, talvez esteja errada.
Mas o que se pode esperar? Viver 14 anos de um modo, e ver tudo mudar de repente...Sem poder fazer nada.
Ninguém se mudou, ninguém morreu, ninguém brigou.
Apenas mudou.
Consequências da vida. Das escolhas. Dos sonhos. E ao mesmo tempo que fico triste, fico feliz. Pois você conquistou seus desejos, está vivendo o seu sonho. Como você sempre quis.
Pena que não exista espaço pra mim nessa fase da sua vida.
Os sentimentos continuam o mesmo, eu sei. O meu amor por você e o seu amor por mim, isso eu sei que não muda, que ninguém tira.
Mas mudou a forma de viver. De conviver. Se é que isso existe, agora.
Posso apenas esperar que mesmo tudo mudando, nada mude.
E que essa vontade de chorar, essa tristeza, essa ponta de raiva, vão embora com a mesma facilidade que chegaram.

sábado, 14 de agosto de 2010

Risada

A importância de um sentimento não está no que ele representa, mas sim no que nos faz sentir.
Assim como os momentos.
Muitas vezes uma situação não é lembrada pela sua representação, mas pelo sentimento que nasceu, pelo momento. Por uma fração de segundo.
Posso dizer, sem pestanejar, que o melhor dos sentimentos que podem chegar assim, desavisados, sem representar nada, é a risada.
Não planejamos dar risada, não temos uma situação que causa a risada.
Ela simplesmente acontece.
Como os melhores sentimentos: O amor, a amizade, a felicidade.
A gente não planeja, não procura, não acha.
Acontece.
E, tão mágico como se apaixonar, é dar aquela risada. Aquela que nos tira o fôlego, que damos entre amigos, que ficamos uns minutos tentando nos recuperar.
A risada não vem sozinha. Vem acompanhada de um sorriso.
E é sempre esse sorriso que nos recupera, que nos revigora, que melhora, que salva, que ajuda, que nos faz feliz. Que fica marcado.
Em todas as melhores lembranças existe uma risada, ou um sorriso.
E eu digo, como alguém que ri com facilidade e adora sorrir, que esses momentos sempre serão lembrados.
Não por representarem alguma coisa engraçada, mas por serem compartilhados por amigos, por um momento especial.
Aquele que a gente leva pra vida inteira.
Junto com os amigos.

Quadro conhecido

Um quadro em branco. Bem na sua frente.
Com todas as cores, os pincéis e o que for necessário para pintá-la. Você já pintou um quadro assim. Uma vez. Duas vezes.
Conhece as cores, as formas, os segredos. Conhece a arte.
Sabe o caminho, sabe chegar lá.
De tão familiar tornou-se repetitivo.
O quadro está lá. O pincel está lá. As cores estão lá. Todas as formas já conhecidas, já vistas, estão esperando para serem pintadas. De novo.
E aí? Você pinta ou deixa o quadro em branco?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O fim do mundo

Tem tanta gente planejando a vida inteira até 2012, ano no qual dizem que é o fim do mundo. Pretendem realizar sonhos, alcançar metas, traçar novos objetivos e aproveitar tudo que a vida tem a oferecer.
Antes de 2012.
Mas porque é preciso achar que o fim está chegando para começar a viver? Metade das pessoas que fazem esses planos não viviam até achar que o fim do mundo está próximo.
Isso quer dizer que se o mundo não fosse supostamente acabar em 2012 não valeria a pena realizar sonhos, alcançar metas e traçar novos objetivos?
Então a gente só dá valor mesmo quando perde? Ou quando acha que vai perder...
Melhor viver tudo que temos pra viver, e sem achar que o mundo vai acabar em 2012. Faça tudo o que tem vontade, que sempre quis, viva a seu modo.
Não porque o fim pode estar próximo, mas porque a vida é sua, e só você pode fazer dela melhor.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O terceiro colegial

Talvez um dos piores defeitos são daqueles que sofrem por antecipação. Como eu.
O fim nem chegou ainda e já estamos pensando nele, em como vai ser, em como vamos superar - se vamos superar.
Amigos de terceiro colegial são como amigos de uma vida inteira. Porque é nesse ano que tudo acontece. Todas as coisas boas e todas as coisas ruins, momentos de uma vida inteira se resumindo em um ano.
Sonhos, expectativas, namoros, amor, amizade, tudo vem em pacote fechado para ser vivido - bem vivido- no ano do terceiro colegial.
O último ano. Que nem chegou ao fim ainda e já sinto falta dele.
Apesar de vez ou outra amaldiçoá-lo, desejar o fim, que acabe logo pois traz aquela dor de cabeça que parece nunca ir embora.
Mas junto com esse ano vem os amigos. Amigos de estudo, amigos de cola, amigos de choro, amigos de prova, amigos de sábado de manha, amigos de chingar professor, amigos de matar aula,amigos de amar professores, amigos de descontar raiva, amigos de brigar, amigos de amar, amigos que ficam pra sempre.
O nosso maior medo não é a mudança, como dizem. É a perda.
Medo de perder tudo que foi construído nesse ano que pode ser o melhor/pior das nossas vidas. Medo de perder esse amigos.
A tristeza bate quando penso no fim, mas olho para trás desde já e vejo que não caminhei sozinha. Vejo pegadas unidas, caminhamos juntos, lado a lado. Às vezes correndo, andando, brigando ou chorando, mas sei que quando cada um nós olharmos para trás vamos ver que em NENHUM momento estivemos sozinhos.
E se sobrevivemos ao terceiro colegial, sobreviveremos à vida.
Esse não é um texto de despedida, pois vou deixar para sofrer o fim apenas quando ele chegar, e ele, por enquanto, ainda não chegou.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Rumo errado

Quando a vida toma o rumo errado, custamos a encontrar o caminho certo. Mas encontramos, eventualmente.
Mas para que possamos encontrar o caminho certo, é preciso parar de olhar para trás, tentando decifrar em que esquina nos perdemos, onde que as coisas deram errado... E essa é a tarefa mais difícil.
Se conformar.
Deixar que as coisas sigam, que o passado fique onde deve estar, em um lugar que não voltamos toda hora para cutucar, para tentar decifrar. Deixar que as coisas rolem, que as lágrimas não corram, que o que ficou não volte pra nos assombrar. Que o monstro do inconformismo fique dentro do armário. Que a vontade que tudo volte a ser como era antes fique debaixo da cama.
Que a vontade de consertar, o desespero de mudar, não deixe que a vida perca o sentido, que o amor pareça inexistente, que a felicidade pareça inalcançável, que as tarefas cotidianas sejam impossíveis.
Que um passado feliz, um amor não mais existente, não assombre pro resto da vida.
Espero que aquilo que já nos fez tão felizes, tão completos, não pareça tão distante como parece agora.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Amor

Não, eu não me contento com um post sobre escolhas.
Não é suficiente. Pelo menos não pra mim.
Porque sentimentos continuam guardados, palavras continuam não faladas. E as coisas continuam iguais.
Não que eu tenha (muita) esperança de que as minhas palavras mudem alguma coisa, mas tentar sempre foi o meu forte, então, aqui vai.
Eu te amo.
Eu te amo desde a nossa primeira conversa. Não foi a primeira vista, mas foi a primeira conversa.
Naquela primeira noite que você passou aqui em casa, e que a gente conversou de minuto a minuto, sem parar, compulsivamente. Como nenhum homem jamais faria.
Mas você fez.
E você disse que me amava. Antes de eu dizer.
Isso também foi inédito.
E a partir daí foram dias e dias juntos, horas e mais horas ( muitas horas ) no telefone.
E desde então você se tornou meu... Tudo.
E não importa o quanto eu tente disfarçar, descaracterizar.
Você tomou conta do meu coração.
Com todos os defeitos que você carrega, e que às vezes pesam demais em mim... Mas não tem problema, eu aceito, eu relevo. Porque de tudo vale se você tá junto comigo.
E eu sempre achei que você seria 'o cara certo'. Afinal, não é isso que falam sobre aqueles que demonstram sentimentos, como você faz. Que ligam no dia seguinte, e no outro, e no outro, como você faz. Que dão presente, que saem juntos, que dizem eu te amo simplesmente por que tem vontade de dizer.
Como você faz.
Você fez.
Voce fez tudo que era preciso pra me ganhar, e você me ganhou. E a gente viveu junto.
Porque era junto!
Mas não é mais.
Na mesma mágica que começou, acabou. Começou como aqueles filmes lindos em que o cara é apaixonado por outra, mas conhece a moça que não é a da vida dele, mas ela se torna, e eles vivem felizes pra sempre.
Pois não foi essa a nossa história.
Você foi, sim, o moço da minha vida.
Mas nessa história não bastava apenas eu e todos os meus defeitos que pareciam sumir quando você segurava a minha mão.
Eu não fui suficiente. Eu nunca fui suficiente.
Sempre te faltava algo. E eu não era capaz de suprir isso.
E as palavras simplesmente saem e a vontade de dizer...
Fica comigo.
A gente parecia se encaixar tão bem, éramos tão perfeitos. Tão compatíveis.
Mas filmes não se tornam reais. Nem seriados se tornam reais.
E não importa em quantos deles eu procure frases e citações que digam o quanto eu amo você, não vou achar.
E mesmo que ache, não vai mudar nada.
Porque isso é vida real.

Escolhas

Engraçado como tudo parece mais escuro.
Sem graça.Triste.
Acho que a sensação sempre vai ser essa quando a gente quer falar alguma coisa que não pode. Ou que falou, mas de um modo que não deu a entender que realmente sentia aquilo.
Pior que essa sensação, é aquela que te convence a não falar, porque mesmo se falar, não vai fazer diferença nenhuma.
Em que mundo um sentimento pode não fazer diferença? Óbvio que no meu não é assim.
Mas ainda assim a vida é feita de escolhas, e quando não escolhem a gente, fica essa sensação. Aquela que eu falei no começo do texto, sobre ser escuro... Só que pior.
E não há cor que exista que seja capaz de fazer desse mundo mais colorido.
Porque quando não somos escolhidos, ficamos de luto. Sofremos, choramos.
E nos enganamos.
Queremos jurar pra todos, e até pra nos mesmos, que tudo bem, que passa... Que a vida é assim mesmo e que uma hora alguém vai nos escolher.
Até que a gente cai na real, acorda. Seja lá qual situação te trouxe de volta a realidade. Mas a que me trouxe não foi legal.
Eu não to legal. Eu não fui escolhida. E não vou ser. Não importa o quanto eu pedir ou tentar ou implorar.
É esse o problema com as escolhas. Você pode escolher por você.
E por ninguém mais.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Física

Eu achei que tava indo bem.
Sabe, com toda aquela história de seguir em frente, deixar pra lá, começar de novo. Eu realmente tinha começado de novo. Ou não, não sei.
Mas parece que em uma fração de segundo tudo mudou... Simples minutos, horas, seja o que for, trouxe de volta sentimentos que demoraram anos pra aparecer, e anos pra sumir.
E, em uma simples noite, tudo volta, como se sempre estivesse lá. Talvez estava mesmo, não sei, vai que tava e eu não vi.
Esse nem é o problema, o problema agora é: como viver com uma coisa que a gente achou que não existia mais?
Talvez até sabia que existia, e sempre ia existir, mas não com a intensidade que tá agora... Com o coração batendo na boca e a sensação de fim de mundo.
E achava que sentia outra coisa, por outra pessoa, de outra maneira. E não consegue parar de sentir um, nem o outro... E sabemos que os dois não podem existir no mesmo lugar, é como água e óleo, as leis da física.. Dois corpos não podem ocupar um mesmo lugar ao mesmo tempo.
Também não podem ocupar o mesmo coração.
E tem toda aquela história de paixão. Confundir amor e paixão. Que se dane se é amor, ou se é paixão, É INTENSO E MACHUCA! Seja lá que raio que for, o nome que tem, confunde, entristece.
E eu devia saber disso...
Mas nunca fui bem em física.

sábado, 5 de junho de 2010

Momentos

A melhor sensação do mundo é quando você recupera sensações que nem lembrava que sentia. Aquela sensação que te faz sentir viva, bem, feliz. Aquela que muitas horas é deixada de lado, é esquecida e o seu lugar é tomado por sentimentos ruins.
É preciso saber como fazer pra que essa sensação não seja apenas um momento, é preciso saber faze-la durar.
A vida é feita desses momentos, então, vamos festejar.

terça-feira, 1 de junho de 2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Masoquismo?

E pela terceira vez eu to vendo os episodios finais de Grey's Anatomy, até fico com dor de estômago.
Aliás, já era pra eu estar dormindo... Mas prefiri assistir, de novo, pra ver se me da uma inspiração, baixa um santo. Queem sabe...

" I'll spring my wings and I'll learn how to fly "
(Kelly Clarkson)

Nada

Eu não sei nada.
Não sei como fazer pra saber... Não sei o por quê das coisas serem assim. Não sei da onde se tira a tal da motivação.
Aquela outra também, a vergonha na cara. Não sei. Nunca tive. E sabe o pior? É preciso ter.
Não sei se é tarde demais, se algum dia será tarde demais. Se existe tarde demais.
Não sei se as coisas vão dar certo, mas eu sei, agora, que se eu não tentar, não vou saber.
Então, ao trabalho!